domingo, 7 de junho de 2015

Quando vamos ao deserto


Você já teve oportunidade de conhecer o deserto? Quando digo conhecer, refiro-me mais precisamente,  a experiência de viver por alguns dias, meses ou quem sabe, anos em um deserto. De que deserto estou falando? Podemos pensar no deserto das primeiras imagens que temos em nossa memória fotográfica, porque o qual estou me referindo possui muitas características destes imaginados pelo nosso intelecto.

O deserto já não é fácil de atravessar, pois todo deserto pressupõe sequidão, solidão e solo infértil. Imagine quando pensamos que estamos saindo desse deserto e somos guiados pelo Espírito para outro ainda mais cruel e castigante? Sim, porque podemos ser levados ao deserto por duas circunstâncias: pelo Espírito de Deus e pelos nossos erros. Mas, nas duas circunstâncias, o aprendizado é certo e indubitável. A fonte de vida que encontraremos em meio ao deserto está à disposição daqueles que buscam a fonte inesgotável de águas vivas, cujas águas jamais secam. 

No deserto, o sol não perdoa, queima e arde. A falta de recursos é  gritante e o pensamento de "não sei se vou conseguir sair daqui" permeia nosso coração castigado. Mas o deserto em seu paradoxo, é lugar de maná, de provisão do Deus todo poderoso, é no deserto que Ele se encontra mais perto dos seus, porque ele sabe a necessidade dos seus filhos. Ele conhece a estrutura e sabe que o deserto não é fácil, imagine um deserto dentro de outro! Ele está ali caminhando lado a lado naquele solo duro e seco, pois Ele sabe que não conseguimos sozinhos.

Deus faz dos desertos das nossas vidas um lugar de cura, de aprendizado, de crescimento. Não há quem passe pelo deserto do Senhor e não saia mais polido, mais refinado. Porque, de certa forma, o sol é castigante demais, é como uma fornalha em que achamos que está acesa no grau máximo para nos consumir por completo até virarmos cinzas, mas ela está acesa para nos polir e não consumir. E quando Deus julga que estamos prontos para sairmos desse local de dor, de incertezas, mas de provisão do Senhor, olhamos para dentro de nós mesmos e entendemos parte do que Deus estava querendo fazer em nós e através de nós por meio desse deserto. 

É verdade! Nenhum deserto é para sempre, nenhuma escassez é definitiva, nenhuma humilhação é perpétua, nenhuma prova dura é eterna. Pois a Palavra nos garante, melhor é o fim das coisas do que o princípio delas. E que por meio de Cristo somos mais que vencedores. Então, deserto com Deus é menos dolorido, mais rico em aprendizado, recebemos provisão do Senhor e sem dúvida teremos o fim, porque Ele nos conduz a um fim, não ficamos girando em círculos como se não soubéssemos o caminho, porque aonde o dedo de Deus aponta a direção, o caminho se abre. 

Fiquemos com a palavra do Senhor ele nos prometeu que no deserto poria caminho, águas nas areias e rios no ermo, para dar de beber ao seu povo escolhido, povo que formou para ele, para celebrar o seu louvor. 

Ele não somente está no deserto, mas também tem o caminho de saída dele. A atitude mais inteligente não é correr com os próprios pés e por conta própria. 

Olhe para o lado, caminhe com Ele. Olhe para onde Ele vai. Siga-o, pois a saída está Nele.


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